domingo, 24 de agosto de 2008

Intolerância x Religiosidade

Eu não sei por que mantenho este blog , pois desde sua criação nunca tive tempo de escrever alguma coisa nele, mas eu sabia que um dia serviria para alguma coisa.

Vendo a TV hoje por volta das 2 da manhã ,um programa evangélico de algum canal também evangélico, colocava em pauta o Projeto de Lei (PL 122/06) que será votado no senado em Novembro deste ano que criminaliza a homofobia no Brasil , nada pessoal ,antes que alguém pense alguma coisa.
Mas é no mínimo estranho ver cidadãos brasileiros fazendo manifestações contra a democratização e a proteção a um grupo que sabemos que é alvo de muita violência, dado este comprovado por levantamentos criminalísticos que colocam o nosso país no topo da violência contra homossexuais e outros grupos sociais ditos "diferentes".

Gente vamos parar para pensar:

Os evangélicos e os católicos ortodoxos são os únicos que estão liderando e participando do grupo do contra ,certo?

Quem na vida, não gostaria de ter uma lei que te protegesse contra exposições constrangedoras publicamente?

Por que homens e mulheres heterossexuais podem praticamente realizarem o ato sexual em público e os bibinhas e as sapatinha e travestis ,também não podem namorar em paz na rua?

E tem mais: que moral é ferida com está lei que na verdade já existe ,porém não é do conhecimento de todos?

Como falam os evangélicos radicais ,que a liberdade religiosa será perdida, não será não ,será apenas regulada.

- Gente! Pastor gritando no teu ouvido em pleno centro do Rio de Janeiro,ninguém merece, sem fala no "assedio de Jesus", porra não dá pra aguentar!!!!

E homossexualismo é doença? eles fazem o que tem vontade e essa gente com falsos valores querem banir um direito adquirido de um parcela expressiva da sociedade.

Oh senhor homofóbico! cuidado hein, o teu salário pode estar sendo pago por um gay e digo mais, aquele teu ídolo do esporte pode ser uma tremenda borboletinha, e a boazuda da revista masculina pode ser a maior sapata que você já viu.

Coloco aqui a público a minha indignação com relação ao assunto que ainda vai render muita discussão, fiquei extremamente revoltado com a postura nazista de nossos amigos evangélicos, digo evangélico porque a minha revolta foi por causa do depoimento de um pastor evangélico e na tv, eles são espertos mesmo, na tv eles conseguem poluir as pessoas menos instruídas que irão iludir-se facilmente com seu elaborado e sedutor discurso falando de moral e liberdade de expressão.

Essa é a idéia agora reflita sobre ela e tire a sua conclusão.

E vamos combinar uma coisa, deixa Deus fora disso. Ele só que o melhor para a sua criação.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Mão de ferro por amor ao teatro,Barbara Heliodora.


Entrevista


TEATRO
Contra o paternalismo da crítica teatral




Por Ana Paula Conde

“Passar a mão na cabeça não é positivo para o teatro”, afirma a crítica Barbara Heliodora
Barbara Heliodora é considerada uma crítica severa. Para os que a questionam, ela é ferina e até sarcástica; para os que a admiram, ela é uma espécie de guardiã das montagens nacionais. Aos 80 anos, Heliodora divide seus dias entre escrever críticas para o jornal “O Globo”, as viagens para realizar palestras sobre William Shakespeare e a tradução de peças teatrais, a maior parte escritas pelo dramaturgo inglês. “Estou trabalhando agora em ‘Muito barulho por nada’. Ano que vem deve sair o volume com as dez tragédias do autor pela Nova Aguilar”, diz a crítica, que ainda encontrou tempo para escrever um dos capítulos do livro “O teatro no Brasil no século XX”, organizado por Leonel Kaz e ainda sem previsão de lançamento.
Desde que começou a exercer a atividade de crítica, em 1958, a qualidade das encenações é o único fator que importa em suas análises. Não interessa se o ator, o diretor e o autor são conceituados. “O crítico não pode viver de fé do ofício. Procuro avaliar cada espetáculo separadamente”, explica Heliodora. “Elogiar uma peça ruim é estimular o ruim a se perpetuar”, diz.
Ela nasceu no Rio de Janeiro, em 1923, estudou literatura inglesa na Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, e foi professora de teoria teatral na Universidade do Rio de Janeiro (UniRio), entre 1964 e 1985, período em que esteve afastada da tarefa de escrever críticas para a imprensa.
O interesse pela obra Shakespeare começou na infância e a acompanha até hoje. Heliodora é doutora em artes pela Universidade de São Paulo (USP), com a tese “A expressão dramática do homem político em Shakespeare”, lançada, em 1978, pela editora Paz e Terra. Também é de sua autoria o livro “Falando de Shakespeare” (Perspectiva, 1998).
A seguir, ela fala sobre o paternalismo da crítica, da falta de espaço para a reflexão na imprensa e indica livros para quem deseja entender mais sobre teatro brasileiro.

A senhora é considerada uma crítica severa. Qual a razão desse rótulo?
Barbara Heliodora: Talvez seja pelo fato de respeitar o teatro, por achar que ninguém tem direito de fazer espetáculos mal acabados. A auto-indulgência é muito negativa. Sempre disse isso, desde que comecei a mexer com teatro. Acho que ver uma coisa ruim e elogiar é estimular o ruim a se perpetuar. Um grupo jovem pode não ficar satisfeito com uma crítica, mas espero que pelo menos seus integrantes pensem: “Espera aí, talvez tenha alguma coisa errada”.
Todo mundo fala que só gosto de determinado repertório. Não é verdade. O que gosto é de teatro bem feito. Fazer de qualquer modo é o que não pode acontecer. O problema do Brasil é que em tudo nós precisamos deixar de ser amadores para ser profissionais. Passar a mão na cabeça do que é ruim não é positivo para o teatro.
Em artigo publicado nos “Cadernos de teatro”, editado pelo Tablado, Yan Michalski afirma que, com algumas exceções, a crítica no Brasil sempre foi marcada pelo paternalismo. A senhora acha que é chamada de severa em razão dessa tradição?
Heliodora: Acho que é exatamente isso. No Brasil, dizem que sou severa, mas as pessoas precisam ver como é a crítica no exterior. É de uma severidade de arrasar. Um ator da categoria do Raul Julia, que infelizmente morreu cedo, recebeu a seguinte crítica ao fazer “Othelo”, de Shakespeare: “É preciso que o senhor Júlia e fulano, o outro ator, que agora não lembro o nome, sejam apresentados antes de subirem ao palco”.
Lembro de outra crítica a um ator francês famosíssimo que dizia: “Não há nada em cena que seja válido”. Como o Yan disse, a crítica brasileira sempre foi muito paternalista. Tenho a impressão de que pensam assim: “Ah, falar mal prejudica o emprego das pessoas”. Não concordo. O que acaba com os empregos na área são os maus espetáculos. O espectador que paga o que se paga para ir ao teatro e vê uma coisa abominável faz um voto de castidade por pelo menos dois anos. O mau espetáculo é o que afasta o espectador, não a crítica.


Leia a entrevista na integra no site Trópico, acesse:


É muito interessante vale a pena.

Teatro e Educação.

O Teatro na Educação, ou Teatro Educativo, ou ainda Teatro Pedagógico, consiste em trazer para a sala de aula as técnicas do teatro e aplicá-las na comunicação do conhecimento.
As possibilidades do Teatro como um instrumento pedagógico são bem conhecidas. Esteja o aluno como espectador ou figurante, o Teatro, como método, é um poderoso meio para gravar na sua memória um determinado tema, ou para levá-lo, através de um impacto emocional, a refletir sobre determinada questão moral. Esta é, portanto, uma questão assente, ponto do qual podemos partir para examinar os aspectos práticos, de sua utilização pelo Orientador Educacional.
O Teatro Pedagógico será um recurso opcional importante para a Formação Comportamental, que é uma ação pedagógica informal aqui proposta para ser inserida na Orientação Educacional.
O enfoque aqui adotado, não é o da preocupação com crianças que têm problemas de aprendizagem, mas com o comportamento social e moral da criança ou do jovem psicologicamente normal. Como instrumento da Formação Comportamental, o teatro é orientado para o ensino de valores e de aspectos psicológicos do comportamento, do valor do conhecimento, da temperança, da coragem cívica, da justiça; poderá ser usado para exemplificar opções vocacionais, ensinar rudimentos de boas maneiras e etiqueta, o modo de bem relacionar-se com pessoas, etc.
Não é apenas no Teatro Pedagógico que a Arte é primeiramente instrumental. Isto se dá também na psicoterapia, com a técnica conhecida como Psicodrama, a qual não deve ser confundida com o Teatro pedagógico. É conveniente ressaltar que, enquanto para o Psicodrama a livre expressão dos participantes é útil à terapia e é um princípio básico do método, no caso do Teatro Pedagógico ela é um contra-senso. Não é possível a livre expressão, ou o aspecto pedagógico ficará perdido. A representação deve ser absolutamente fiel ao script, para que o objetivo pedagógico possa ser alcançado. O Orientador deve reter o controle da atividade artística, e não abrir mão da técnica e da disciplina, e imbuir-se de um espírito de profissionalismo, apesar de se tratar de teatro amador.
A questão do Teatro Pedagógico precisa, no entanto, ser examinada em confronto com as novas disposições da lei sobre os cursos da área pedagógica. Mantenho minha sugestão de que o Orientador crie seu programa multidisciplinar para uma Formação comportamental, capaz de passar ao aluno noções sobre maturidade mental, mecanismos do conhecimento e da geração dos sentimentos, boas maneiras, civismo, etc.; Acho que tal prática pedagógica sempre será legítima para o Orientador, enquanto existir tal atividade nas escolas.
Seria muito útil se, a nível universitário, houvesse uma disciplina Pedagogia Comportamental, para prepará-lo para a escolha dos melhores tópicos para sua atividade de “formação comportamental”. Como disciplina multissetorial que haveria de ser, teria em seu programa uma grande variedade de temas, os quais consolidariam o aproveitamento das diferentes disciplinas já cursadas em Pedagogia e outras cursadas especialmente como parte do currículo do Orientador. Essa preparação incluiria um estudo mais profundo do teatro pedagógico com duas opções.:
(1) preparar o futuro Orientador com conhecimentos de técnica e de crítica teatral para dirigir peças de teatro amador, ou,
(2) apenas informá-lo sobre o valor do teatro como veículo educativo, instrumento auxiliar da Formação Comportamental, a escolha de peças, e a contratação de equipes especializadas para representações.
O tema poderia ser objeto de seminários e de pesquisa acadêmica e de conferências por especialistas em Teatro Educativo, que seriam parte do curso da Pedagogia Comportamental. Porém o Orientador apenas capacitado a contratar serviços se veria preso à disponibilidade de recursos do Estabelecimento de ensino em que trabalhar. A falta de conhecimento técnico, a dificuldade de contratar profissionais para os ensaios, e outras dificuldades inviabilizaram, no passado, o projeto da disciplina "Educação Artística" que integrou o currículo do segundo grau na década de 70. Isto leva-nos, naturalmente, a considerar que o mais viável seria estar o Orientador preparado para tentar desenvolver seus conhecimentos na área e se encarregar ele próprio da promoção artística. Para ajudá-lo a vencer as dificuldades, o Orientador pode recorrer aos conselhos de um Professor de Arte habilitado em Artes Cênicas, ou de um diretor, ou de um ator profissional, de um crítico de teatro, de um cenógrafo. Mas pode, ele próprio, aplicar-se ao estudo de Teatro o suficiente para conduzir o espetáculo sofrivelmente, sem incorrer em descrédito e desrespeito dos alunos devido a uma manifesta incapacidade para a tarefa. O objetivo desta minha página em teatro pedagógico é ajudá-lo a desenvolver esse conhecimento enquanto não dispuser de melhor fonte de informação.
A peça poderá ser escolhida, se for encontrada alguma que sirva exatamente aos propósitos educacionais em vista, ou que possa pelo menos ser adaptada. Pode também ser tomado por base um conto ou, a nível de início do ensino fundamental, uma fábula. Com essa base a peça será escrita, depois da necessário a licença do autor, se for o caso. O texto consistirá basicamente em um diálogo através do qual as mensagens são passadas aos próprios atores e aos espectadores.
A sagacidade do Orientador Educacional, improvisado em autor e Diretor de Teatro, precisa ir um pouco além da escolha apropriada do tema. Ele certamente já tem em vista o que deseja ensinar através da peça e a quem as mensagens serão dirigidas. A escolha do elenco de atores para a representação será crucial para que atinja seus objetivos. Pode-se convidar o aluno mais indisciplinado a fazer um personagem disciplinado, ao mais arrogante, fazer o papel de um personagem cordato e conciliador, ao menos responsável, o papel de um personagem que, no drama, está carregado de graves responsabilidades, etc. Em caso de resistência, uma estratégia seria talvez dizer aos alunos que o bom ator é aquele que é capaz de representar o papel que ele próprio considere ser o mais difícil para si.
No caso de um aluno procedente de um bairro da cidade onde a insegurança for maior, onde supostamente ele já viu uma arma, ou já pegou em uma arma, dar-lhe o papel de um policial. Nesta mesma linha, perguntar qual conhece alguém viciado em drogas, sabe dos efeitos de drogas, ou pode enumerar variedades de drogas, e lhe dar o papel de um assistente social na peça, ou de um personagem que procura salvar viciados, ou ainda o papel dramático de um viciado que deseja recuperar-se mas é ameaçado por traficantes, etc. Alunos dessas áreas, e que frequentemente vão mal nos estudos, têm um surpreendente conhecimento do mundo que os cerca e o teatro pode lhes dar a oportunidade de expressar suas idéias sociais e seus sentimentos. Em contra partida, o teatro poderá lhes passar lições morais e inspirar confiança em melhorar sua própria condição social. Os papeis ruins podem ficar com personagens que são apenas mencionados, e não serão encarnados por nenhum aluno.
Espero com esta pequena reflexão esteja levando educadores das artes cênicas a refletir sobre seu real papel frente a uma formação moral focada na formação de valores realmente válidos.
Apenas compartilho o pouco que observei ao longo de minha curta carreira.

domingo, 8 de junho de 2008

Idéias e depois o palco.

O objetivo de criarmos mais este espaço, estava em poder debater abertamente as questões artísticas que apresentam-se em nosso panorama nacional ,dando maior enfâse ao teatro ,e suas variantes, também criamos um espaço para divulgação de trabalho que estão em cartaz no momento, com lugar para críticas comentários e até indicações.
Todas as opiniões , críticas e sugestões serão bem vindas e colocadas ao conhecimento de todos.
Esperamos poder fazer deste espaço, um lugar de coletividade como é o teatro.

"Ame a vida e nunca deixe que lhe tirem o direito de sonhar"